Ontem no canal História da tv por cabo repetiram um programa interessante sobre mercenários. Revi parte deste documentário, após um zapping domingueiro em noite chuvosa tocada a vento, no conforto doméstico e enrolado no sofá.
O teor do documentário é cativante e levanta muitas questões pertinentes. Recordo, na soma das duas visualizações televisivas o seu conteúdo e o espanto, por um canal televisivo dar uma cobertura heróica da actuação destes senhores pagos para fazer a guerra.
O exemplo de sucesso, relatava a intervenção na Serra Leoa em 1995. O governo em funções na altura, a braços com rebeliões armadas, sem força para conseguir debelar os conflitos armados dos rebeldes contratou a Executive Outcomes (EO) para fornecer “consultoria” neste delicado tema. Para tal, um grupo de técnicos/mercenários fortemente armados com o último grito em tecnologias de guerra confrontou os guerrilheiros. O resultado final – a derrota dos grupos armados que controlavam grande parte do país.
O teor do documentário é cativante e levanta muitas questões pertinentes. Recordo, na soma das duas visualizações televisivas o seu conteúdo e o espanto, por um canal televisivo dar uma cobertura heróica da actuação destes senhores pagos para fazer a guerra.
O exemplo de sucesso, relatava a intervenção na Serra Leoa em 1995. O governo em funções na altura, a braços com rebeliões armadas, sem força para conseguir debelar os conflitos armados dos rebeldes contratou a Executive Outcomes (EO) para fornecer “consultoria” neste delicado tema. Para tal, um grupo de técnicos/mercenários fortemente armados com o último grito em tecnologias de guerra confrontou os guerrilheiros. O resultado final – a derrota dos grupos armados que controlavam grande parte do país.
Nesta altura a ONU pressiona o governo da Serra Leoa para abandonar esta pratica. Ironicamente, à altura do conflito no Ruanda a ONU sugeriu contratar a EO e os seus serviços para debelar a rebelião no período pré-genocídio.
Outros serviços da EO crêem-se ter sido também utilizados pelo governo angolano contra a UNITA.
E tal como a OE, outras empresas oferecem os seus serviços bélicos topo de gama, a saber Sandline, Northbridge, etc., tudo com a devida confidencialidade, claro.
Por exemplo, aqui ficam alguns serviços prestados pela Northbridge:
• Command and control, communications, and intelligence teams
• Special Forces Units (including counter terrorist and counter narcotics)
• Air Assault Operations
• Rapid Reaction Forces
• Maritime Special Warfare Units
• Pilots and Engineers
• Fire support co-ordination teams
• Body guard/close protection teams
• Logistical Support
• Election monitoring and polling station security
• Integration/demilitarization of warring factions
• Combat medical assistance
• Medical Hearts and Minds Campaigns
Outros serviços da EO crêem-se ter sido também utilizados pelo governo angolano contra a UNITA.
E tal como a OE, outras empresas oferecem os seus serviços bélicos topo de gama, a saber Sandline, Northbridge, etc., tudo com a devida confidencialidade, claro.
Por exemplo, aqui ficam alguns serviços prestados pela Northbridge:
• Command and control, communications, and intelligence teams
• Special Forces Units (including counter terrorist and counter narcotics)
• Air Assault Operations
• Rapid Reaction Forces
• Maritime Special Warfare Units
• Pilots and Engineers
• Fire support co-ordination teams
• Body guard/close protection teams
• Logistical Support
• Election monitoring and polling station security
• Integration/demilitarization of warring factions
• Combat medical assistance
• Medical Hearts and Minds Campaigns
A Sandline propõe ainda na sua missão ”To provide our clients with the best possible military services in order to assist them with solving security issues quickly, efficiently and with minimum impact”. Questões de segurança?! Eficiência com mínimo impacto?! Estão a vender Chocapic, Tide, fraldas ou estou a delirar?
A questão que coloco, prende-se com a legitimidade de usar estas empresas e como uma publicidade bem orquestrada transmite o cunho salvador da liberdade como resultado das suas operações militares de alta eficácia. É muito bonito dizerem que libertaram este ou aquele sector minado pela guerrilha. Muito discutível é o facto de se vangloriarem pela sua eficácia... leia-se, morte!
É aqui que a duvida maior se coloca. Quem contrata estas empresas? Com que objectivos? E quem os controla? A quem pedir contas se algo correr mal? Foi só um serviço prestado. Há livro de reclamações em caso de guerra?
A questão que coloco, prende-se com a legitimidade de usar estas empresas e como uma publicidade bem orquestrada transmite o cunho salvador da liberdade como resultado das suas operações militares de alta eficácia. É muito bonito dizerem que libertaram este ou aquele sector minado pela guerrilha. Muito discutível é o facto de se vangloriarem pela sua eficácia... leia-se, morte!
É aqui que a duvida maior se coloca. Quem contrata estas empresas? Com que objectivos? E quem os controla? A quem pedir contas se algo correr mal? Foi só um serviço prestado. Há livro de reclamações em caso de guerra?
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