Na Lisboa matinal, há fenómeno jornalístico que já não é recente mas sobre o qual não tinha ainda comentado e que me atormenta diariamente. Refiro-me aos jornais gratuitos que polulam e poluem as ruas e o metropolitano da cidade. O Destak, o Metro, o OJE, o Diário Desportivo entre outros.
Aos primeiros raios solares já um frenezim editorial e de distribuição, leva aos dorminhocos que se deslocam para o emprego, uma espécie de jornal. Adjectivaria estas publicações de pasquim, não fosse eu uma vítima incauta da sua eficácia, pois acabo também ocasionalmente por recolher das bancas ou dos seus especializados distribuidores manuais, ou por espreitar por detrás do ombro do vizinho e ler as principais letras gordas.
Estes jornais simplistas a custo zero para o transeunte e pagos pela publicidade, são alvo de uma leitura rápida das suas rápidas notícias, e rapidamente deixados num banco do metropolitano, no chão da rua à saida da estação, consporcando tudo.
Os temas de notícia nunca são originais, são recolhidos de aqui e ali, de um outro jornal de renome, de depositórios de pseudofactos, de não notícias. Adicionem um sudoku, uma graçola e a progamação de TV e até parece mesmo um jornal...
Eu cá prefiro ainda assim, pagar por um jornal (preferencialemente o Público) e ter notícias a sério...
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