Ontem à noite gostaria de ter ouvido a comunicação do nosso Presidente da República, mas o meu afastamento de terras Lusas não me permitiu, pelo que apenas agora, na consulta matinal dos jornais diários tomo conhecimento da decisão presidencial.
Cavaco aprovou a lei do casamento homosexual. E com isto dá mais uma prova do seu carácter froxo e cobarde. Depois de passar quase uma semana a adular o Papa Bento XVI, a ouvir as suas homilias anti-gay, anti-aborto, num continuum de dogma da igreja católica, deixou que o homem se fosse embora, para logo depois ratificar a aprovação parlamentar.
Mas a coisa não se fica por aqui, Cavaco justifica a decisão com a vontade de não desviar “a atenção dos agentes políticos da resolução dos problemas que afectam gravemente a vida das pessoas”. Este é o argumento calculista e frágil, de quem sabe que vêm aí eleições e não quer queimar a imagem politica junto dos 10% da população gay. Calculista, claro. Cínico certamente.
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