segunda-feira, setembro 29, 2008

o Achas não é Obamaníaco


Anda mais de metade do mundo apaixonado por Obama, o candidato à presidência dos EUA. Talvez por ser o candidato que a Europa, a África, a Ásia e a América do Sul gostavam de ver a governar nos EUA. É um facto que o homem tem carisma... a sua forma fluida de discursar, o ar afável dão-lhe um je ne sais quois que fez com que fora do seu país muitos o vejam como salvação para os problemas mundiais. Aquele discurso "Yes we can" é uma obra prima. E tem funcionado.
Mas como toda a gente também sabe, nenhum dos que mostram empatia com o candidato, fora das fronteiras do tio Sam, podem votar nele. Todos estamos à mercê da vontade política que "meia-dúzia" de eleitores americanos, geralmente mal formados e mal informados. Na realidade o que conta são mesmo as sondagens e depois os votos daqueles que decidirem ir votar, nas eleições que irão influenciar o resto do globo.
Obama parece ser o menos mau para liderar os EUA. Porém, a história tem mostrado que qualquer que seja a direcção governativa, acabam por ceder à velha política de polícia do mundo, de implantadores da liberdade à sua imagem.
A crise económica que hoje atravessamos é fruto da política cententenária de capitalismo descontrolado que ainda assim Obama defende, ainda que hoje pareça ser muito crítico. Os poderes que estão por detrás do capital americano, vacilaram mas não irão ceder na sua veia liberal e do mercado auto-suficiente. Vão certamente aproveitar a queda de uns mais fracos para numa lógica darwiniana, os mais aptos (e mais ricos) tomarem o seu lugar.
Do ponto de vista da política internacional, a sua posição tem sido clara ao criticar a presença no Iraque e vir a fortalecer a presença militar no Afeganistão. Mas as suas opções serão benéficas? Irão de efectivamente trazer estabilidade e liberdade por onde passam e por onde decidirão passar com os seus militares no futuro?
Uma coisa é boa. Obama não é um tarado criacionista como Sarah Palin!
Os Estados Unidos são uma economia baseada no militarismo, na pobreza dissimulada em ideal de liberdade e como tal, um barril de pólvora, a meu ver.
O Achas não é Obamanícaco. O Achas é Obamacéptico, isso sim. À falta de melhor venha ele, mas cá estaremos no futuro para ver quem ganha as eleições e o que irá fazer seja quem as ganhe.

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