Quando eu era um puto xarila brincava na escola e na rua com outros putos xarilas. Uma das brincadeiras mais galhofeiras era mesmo a apanhada ou as escondidas, em que eu e os outros putos xarilas corríamos desalmadamente pela rua, nos escondíamos em tudo o que era sítio. Em cima das árvores, atrás dos carros, dos muros e os mais ousados talvez dentro os caixotes do lixo. Estas eram brincadeiras que escalavam na sua intensidade. Uma espécie de frenesim até que alguém dos crescidos (essa entidade reguladora) nos chamasse a atenção para os perigos ou para regressar à sala de aula nos intervalos da escola.
Quando algo acontecia (uma esfoladela de joelho é um bom exemplo) e a brincadeira era interrompida, alguém gritava “rebentábolha!!!”... Parava tudo e retomava-se depois do mercurocromo e do penso colorido. Outro ponto forte nestas actividades de petiz era o coito... não esse que estão a pensar. O coito, o refúgio, o local sagrado onde éramos intocáveis.
Há uns dias assola-me este binómio, bolha/coito... passo a explicar... A recente crise económica mundial, germinada nos EUA assemelha-se a uma brincadeira de crianças. Andaram os gestores, especuladores a brincar sem ninguém a fiscalizar até que de repente, alguém disse “rebentábolha!!!”. Pára a brincadeira, porque alguém fez asneira, gritam alguns. De repente todos pensam o que aconteceu? A bolha, cresceu até tomar proporções por poucos imaginada. Agora todos dizem que não havia regulação, que todos brincavam à vara larga até que houveram uns quantos que se magoaram. Neste momento há muitos dói-dóis por esse mercado bancário fora à custa de brincarem ao sub-prime.
O segundo ponto prende-se com o conceito do coito... o coito, era um espaço definido por alguns onde se era intocável... servia entre outras coisas para recuperar o fôlego da correria. Hoje nas brincadeiras dos gestores e donos de bancos no sistema capitalista, arranjaram um novo coito, o bail-out dos estados. Os CEO’s que andaram a receber prémios de bom desempenho, que culminou na falência de muitos bancos e que pôs a economia mundial a tremer, recorrem agora ao coito estatal para se safarem. Isto não é correcto nas brincadeiras... Por esta razão rebenta outra bolha, a da crença dos povos nos estados. Não era este o jogo que todos pensavam estar a jogar... se os cidadãos pagam impostos e os clientes de bancos e seguradoras delegam o seu dinheiro nos investidores, espera-se que estes cumpram regras. Não aconteceu assim... mudaram as regras a meio. Estragou-se a brincadeira e há muita gente zangada... assim não brinco, digo eu.
Quando algo acontecia (uma esfoladela de joelho é um bom exemplo) e a brincadeira era interrompida, alguém gritava “rebentábolha!!!”... Parava tudo e retomava-se depois do mercurocromo e do penso colorido. Outro ponto forte nestas actividades de petiz era o coito... não esse que estão a pensar. O coito, o refúgio, o local sagrado onde éramos intocáveis.
Há uns dias assola-me este binómio, bolha/coito... passo a explicar... A recente crise económica mundial, germinada nos EUA assemelha-se a uma brincadeira de crianças. Andaram os gestores, especuladores a brincar sem ninguém a fiscalizar até que de repente, alguém disse “rebentábolha!!!”. Pára a brincadeira, porque alguém fez asneira, gritam alguns. De repente todos pensam o que aconteceu? A bolha, cresceu até tomar proporções por poucos imaginada. Agora todos dizem que não havia regulação, que todos brincavam à vara larga até que houveram uns quantos que se magoaram. Neste momento há muitos dói-dóis por esse mercado bancário fora à custa de brincarem ao sub-prime.
O segundo ponto prende-se com o conceito do coito... o coito, era um espaço definido por alguns onde se era intocável... servia entre outras coisas para recuperar o fôlego da correria. Hoje nas brincadeiras dos gestores e donos de bancos no sistema capitalista, arranjaram um novo coito, o bail-out dos estados. Os CEO’s que andaram a receber prémios de bom desempenho, que culminou na falência de muitos bancos e que pôs a economia mundial a tremer, recorrem agora ao coito estatal para se safarem. Isto não é correcto nas brincadeiras... Por esta razão rebenta outra bolha, a da crença dos povos nos estados. Não era este o jogo que todos pensavam estar a jogar... se os cidadãos pagam impostos e os clientes de bancos e seguradoras delegam o seu dinheiro nos investidores, espera-se que estes cumpram regras. Não aconteceu assim... mudaram as regras a meio. Estragou-se a brincadeira e há muita gente zangada... assim não brinco, digo eu.
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